Colossenses 3.16-17
Narração:
· Existiram 3 cidades pequenas às margens do rio Lico: Hierápolis, Laodicéia e Colossos. Colossos era uma aldeia simples comparada com as outras duas. Séculos antes tinha sido importante, mas com o tempo a crescente popularidade das vizinhas a diminui até ser varrida do mapa.
· Nestas 3 cidades, o evangelho foi pregado e surgiram pequenas igrejas pastoreadas pelo devotado Epafras. Ele foi convertido pela pregação de Paulo e tornou-se um obreiro naquele lugar.
· Esta é a menor igreja a quem o apóstolo Paulo dirigiu uma carta. Pouco tempo depois de tê-la entregue, um terremoto destruiu a cidade.
· Os motivos que levaram Paulo a escrever a epístola foram falsos ensinos que chegaram até a igreja e tentavam perverter o evangelho. Um deles era a pregação dos judaizantes que tentava misturar evangelho com legalismo cerimonial judeu e o outro ensino falso era dos gregos com especulações falsas sobre ordem do universo, ascetismo e superstição.
· O argumento de Paulo Para neutralizar estes dois problemas era a pessoa e obra de Jesus Cristo. Nada existe fora ou em adição a Ele que é o primogênito dentre os mortos, imagem e plenitude de Deus. Não se pode melhorar Jesus e nem diminuir sua obra. Sua obra foi perfeita, pois ela é redenção das nossas almas.
· Paulo se apresenta como alguém que foi salvo pelo Senhor da igreja e que agora lutava pela igreja do Senhor.
· Um esboço rápida desta epístola nos leva a 3 assuntos maravilhosos:
1. A glória de Cristo: Ela pode ser vista pelo fato dele ser revelador de Deus aos homens, primogênito de toda a criação, criador e sustentador do universo e cabeça da igreja, o que se v^no capítulo 1.
2. A suficiência de Cristo: Paulo ensino no capítulo 2 que Ele é suficiente para nossa salvação e para derrotar as forças do mal que sobrevêm à igreja.
3. Nos capítulos 3 e 4, ele fala da nova vida em Cristo: Este glorioso e suficiente salvador espera que, como recebemos vida nele, também andemos nele. A vida em Jesus deve ser livre das pressões legalistas, de idolatrias de qualquer natureza, marcada por santidade e caracterizada por relacionamentos de qualidade.
· No capítulo 3, Paulo detalha a nova vida do crente em Jesus. Nos versos de 1-4 ele diz que estamos unidos com Cristo e precisamos viver a vida que o agrada. Nos versos 5-11 ele diz que o pecado é nosso inimigo e tem muitas formas de manifestação, que ele dividiu em dois grupos: o primeiro são os do próprio corpo (prostituição, impureza e paixão lasciva, desejo maligno e avareza); o segundo grupo se manifesta em nossos relacionamentos (ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena e mentira).
· Como pode um homem morto tornar-se vivo e ganhar vitória? Morrendo com Cristo e ressuscitando com Ele, diz Paulo. Por isso, a primeira proposta é despir-se do velho homem.
· Agora que estamos em Jesus e cientes de que precisamos morrer para o pecado, ele nos ensina a revestir-nos da vida de Deus nos versos 12-15. Uma vez que somos de Cristo precisamos mostrar isto abertamente pela nossa nova vida. Revestindo-nos de misericórdia, bondade, humildade e mansidão. Sermos suporte para o outro e perdoadores e tudo isto no vínculo da perfeição que é o amor. Desta maneira viveremos a paz de Cristo.
· Chegamos ao nosso texto. Nestes dois versos lidos, Paulo trabalha a vida de culto da igreja e nela precisa haver lugar para 3 práticas fundamentais:
· Pela leitura: “Antes seu prazer está na lei do Senhor e nela medita dia e noite”. Sl.1.2
· Pela proclamação: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno quer não, exorta, repreende com toda longanimidade e doutrina” 2Tm.4.2
· Pelo ensino: “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a nossos filhos. Contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez”. Sl. 78.1-2
· Pela recepção: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a sua palavra”. “Guardo no coração a tua palavra para não pecar contra ti”. Sl.119: 9 e 11
· A Palavra de Cristo fielmente pregada deve pela ação do Espírito que a inspirou, formar gradualmente no cristão a semelhança e caráter de Jesus Cristo, o Senhor.
· Igreja de Jerusalém: At.2.42 – “Perseveravam na doutrina dos apóstolos...”
· A comunidade cristã: At.4.33 – “Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”.
· 1 Cor.1.10 – “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa e que não haja entre vós divisões; an
tes, sejais inteiramente unidos na mesma disposição mental e no mesmo parecer”.
· A participação produz edificação do corpo, fruto espiritual, resistência ao mal, glória de Deus.
· A plenitude do Espírito é marcada por louvor agradecido: Ef.5.18-21 – Alguns crentes nunca agradecem, outros agradecem por algumas cousas. O crente cheio do Espírito agradece sempre por tudo com jubiloso louvor.
· O Salmo 100 ensina 4 cousas sobre o louvor da igreja: “Celebrar com júbilo, servir com alegria, ficar diante de Deus na adoração e conhecer o Senhor profundamente”
· O louvor agradecido acontece em meio à tribulação: At.16.25 – “Por volta da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam”.
· A presença de Cristo no coração da igreja manifesta-se pelo louvor de coração. Quando isso acontece, significa que a Palavra foi corretamente pregada e recebida.
Conclusão:
· A conclusão de tudo é o v.17. Ele ensina que no corpo de Cristo:
· Há muito o que fazer – “tudo”
· O que tem para ser feito, deve ser feito por todos nós – “o que fizerdes”
· Há diversidade no serviço: “seja em palavra seja em ação”
· Deve buscar primeiro a glória de Deus: “fazei-o em nome do Senhor Jesus”
· Com gratidão no coração: “dando por ele graças a Deus Pai”.