Jesus fala com a cidade de Jerusalém. A cidade que mata os profetas e apedreja os que lhe foram enviados. Jesus disse: “Quantas vezes eu quis reunir os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas, mas vós não quisestes” (Mt 23:27).
A ilustração aqui é esta: Uma galinha tem seus pintinhos ao seu redor mas, voando lá no alto há uma águia que vai mergulhar e pegar um dos pintinhos e o matar. A galinha vem correndo para os seus pintinhos, abre suas asas e os pintinhos correm e se refugiam debaixo das asas da sua mãe que fecha as asas para protegê-los. Lá está tudo completamente escuro e os pintinhos não podem ver nada e estão seguros junto ao corpo seguro e aquecido da mamãe. O mundo de perigo está longe deles e eles não podem ver o perigo porque a mamãe vai resolver tudo. Os pintinhos estão dependendo de sua mãe e se sentem completamente seguros. Jesus fala como uma pessoa divina e infinita e diz que vai abrir suas asas infinitas e reunir cidades inteiras até os confins da terra; Jesus tem a capacidade de reunir todos debaixo de suas asas infinitas.
Isso é a grande benignidade do Senhor Jesus que é manifestada e declarada na pregação do Evangelho. Não é uma proclamação que revela Seu propósito eterno de salvar a todas as pessoas, pelo contrário, é uma declaração de Sua vontade revelada. É uma proposta condicional. Quando os pecadores confiarem em Cristo, o Senhor estará disposto e preparado para salvá-los. Se rejeitarem a Cristo e não demonstrarem desejo de vir até Ele, no dia do juízo uma parte da condenação deles será porque viram e ouviram tamanha benignidade tendo o evangelho sido colocado à sua frente e tendo-lhes sido feito o convite de vir a Cristo, mas o rejeitaram. Eles serão condenados por causa desta rejeição também. 
Paulo diz em Romanos 1:21 que eles serão condenados por causa do pecado da ingratidão: “porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu”. Você não é ingrato para com um ato que não é misericordioso, mas a ingratidão acontece quando alguém fez um ato de misericórdia, um ato de benignidade para com você e você não lhe é grato.
Sherman Isbell
In: A bondade de Deus e a relutância humana