MORDOMIA CRISTÃ

Texto: Mt. 25.14-33; Lc. 19:12-27
Introdução: O significado da palavra (mor+domus) é “Maior da casa”. Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois. E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha” (Lc. 19.12,13).
I) MORDOMO
1. O servo a quem o Senhor entregava tudo o que possuía para ser por ele administrado. (Gn. 24:2; Gn. 39:4, 41:39-41).
2. Deus é o Senhor de tudo. (Sl. 24:1; Dt. 10:14). Tudo o que temos e tudo o que somos pertence a Deus. (1 Co. 6:19; Rm. 14:7,8).
3. Nós somos apenas administradores. A Parábola dos Tesouros e a parábola das minas nos ensinam que teremos de prestar contas de nossa vida (Mt. 25; Lc. 19). Nada trouxemos e nada levaremos conosco (1 Tm. 6:7).
II) A MORDOMIA DO DÍZIMO
1. As igrejas evangélicas, em geral, têm apresentado o dízimo como o método básico ideal de contribuição, que todos os crentes adotar para guiá-los na mordomia dos seus bens materiais.
2. O Dízimo no Velho Testamento.
(1) Um gesto espontâneo de gratidão a Deus. Antes da Lei: Primeira passagem (Gn. 14:18-20).
(2) Um voto – O dízimo aparece também como voto de Jacó (Gn. 28:22).
(3) Um princípio legal – Com Moisés se torna legal (Dt. 14:22).
3. O Dízimo no Novo Testamento.
(1) Mencionado em três ocasiões apenas no NT. Mt. 23.23; Lc. 18:12; Hb. 7:1-10. Demais referências do NT dizem respeito não ao dízimo, mas à contribuição de maneira geral.
4. Jesus fez duas observações relevantes que se aplicam ao Dízimo:
(1) Ele ampliou e aprofundou os princípios do Velho Testamento.
(2) Na dispensação da graça, o crente não poderá ficar aquém do judeu na dispensação da Lei. (Mt. 5:21, 22, 27, 28, 33-37, 38,-41, 43, 44). Devemos fazer mais do que os fariseus. O Dízimo deve ser a contribuição mínima, de onde deverão partir todos os crentes para contribuições mais generosas, à medida que cresçam seus rendimentos econômicos. Contribuição pode ser provada não pelo que se dá, mas pelo que é retido pelos ofertantes. (Mc. 12:43-44).
(3) Ele condenou o legalismo.
(4) Jesus censurou duramente os fariseus porque davam o dízimo mas desprezavam virtudes importantes (Mt. 23:23 e Lc. 11:42). Dar o dízimo sem compromisso com a justiça, a misericórdia e a fé faz dele prática legalista, sem o menor valor diante de Deus.
5. Recomendações de Paulo (1 Co. 16:2; 2 Co. 9:7).
(1) As contribuições devem ser metódicas:”No primeiro dia da semana”;
(2) Devem ser pessoais: “cada um de vós”;
(3) Devem ser voluntárias: “propôs no seu coração”;
(4) Devem ser proporcionais: “conforme tiver prosperado”;
(5) Devem ser apresentadas com alegria: “não com tristeza”;
(6) Devem ser discretas: “não façam coletas quando eu chegar”.
6. A Benção de contribuir.
Muita ênfase tem sido dada às bênçãos materiais decorrentes da prática do dízimo. Mas as bênçãos mais preciosas advindas do Dízimo são de natureza espiritual. O verdadeiro mordomo é o que entrega sua vida a Deus. Mais do que o seu dinheiro Deus quer o seu coração. “Filho meu, dá-me o teu coração; e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos” (Pv. 23:26).

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