“No final, a gente vem para essa vida só e vai embora só”. (Chorão- Vocalista do Charle Brown Jr.)
      A notícia que ocupou as redes sociais, os noticiários da TV e a conversa nas ruas foi a morte do vocalista da banda Charle Brown Jr. . Rapidamente, as homenagens ao cantor e as manifestações de gratidão e reconhecimento  foram ganhando as mídias sociais, porém, o que mais me chamou a atenção foi o depoimento da prima do cantor, a apresentadora Sônia Abraão, que afirmou que seu primo, Alexandre Magno, sofria de depressão e sentia-se muito só, apesar de se apresentar para multidões e não poder andar em público sem ser abordado por fãs do seu trabalho. 

       O caso de Alexandre revela um dos paradoxos da sociedade moderna, a nossa desumanização! As pessoas estão sempre interessadas naquilo que podemos oferecer: nossos dons, talentos, capacidades, força de trabalho, bens…, mas não estão dispostas, ou interessadas em nossos defeitos, problemas, personalidade, etc. Querem o melhor do outro, mas não estão dispostos a conviver com aquilo que gera estranhamento, conflito e, que justamente faz de nós seres humanos. São “consumidores de gente”, tratando o outro como um produto, sem levar em consideração o indivíduo integral. Acredito nas palavras do escritor Jonh C. Maxwell – “  Primeiro você precisa tocar o coração das pessoas, antes de lhes pedir ajuda”.
         Creio que a beleza da vida está justamente no conflito, nas diferenças. Sou contra esta tentativa de homogenizar pensamentos, idéias, sentimentos, ideais, enfim, creio que são nossas diferenças que ajudam-nos à atingir a maturidade e desenvolver aquilo que temos de maior valia: nossa breve e insignificante existência. 
         Vivemos em uma época (como nunca dantes) que nos possibilita diversas ferramentas de comunicação (onde quer que o outro esteja) e é tão estranho (absurdo) as pessoas se sentirem tão sós. Ao invés das redes sociais ficarem repletas de mensagens de auto ajuda ou de conselhos da profundidade daqueles encontrados num biscoito chinês, poderia tornar se um instrumento de mais aproximação e aprofundamento das relações humanas. Também penso que deveríamos tentar aprofundar mais nossas relações pessoais pelo contato direto. Convide alguém para caminhar junto (tenho tido uma experiência catártica e agradável com um amigo assim), tomar um s

orvete, conversar no portão, discutir na mesa de um barzinho, etc.

         O caso do cantor chorão é daqueles típicos que geram o debate de como uma pessoa bem sucedida,  com dinheiro e fama, pode terminar de forma tão trágica? Essa é uma pergunta que só o Alexandre poderia responder!