1.         Quando Lutero quer designar o poder ao qual cada pessoa está sujeita em sua pecaminosidade, ele fala de “carne”, do “mundo”, e do “diabo”. Seguidamente Lutero coloca os três juntos. Cada um dos três poderes seduz as pessoas ao pecado e as mantém cativas nos mesmos; todos os três são opostos a Deus, à sua palavra e à fé. O efeito desses poderes sobre nós não podem ser completamente diferenciados. Ambos, o “diabo” e o “mundo” perseguem a verdade de Deus, e nossa natureza, “a carne” e a razão carnal, juntos com o mundo e Satanás estão fechados à palavra e inimigos da palavra e da fé[1]. O diabo atua através da “carne” e através “do mundo”. Ele é o senhor deste mundo, como ambos Lutero e a Bíblia o afirmam. Ainda que os três poderes são distintos entre si, todos os três conceitos representam a vontade unificada, oposta a Deus, que nos rodeia de todos os lados. Ela está em nós, em nosso derredor e sobre nós. Para Lutero, o mal é mais do que um poder que envolve toda a humanidade, isto é, a ação e o domínio sobre a vontade pessoal, mas também a articulação da vontade de toda a humanidade, a saber, uma vontade super-humana dirigida contra Deus, que tem sua existência própria.

2.         Lutero apresentou a doutrina sobre o diabo baseado na autoridade da Escritura em continuidade com a tradição eclesiástica. O que ele diz sobre o diabo, no entanto, e a maneira na qual ele o diz, vai além do biblicismo e tradicionalismo. Ele não desenvolveu meramente uma peça da teologia e da tradução popular; antes, à base de sua própria experiência, ele deu testemunho da realidade e do terrível poder do diabo. Ele fez isto com absoluta seriedade e com profunda convicção pessoal[2]. Não é algo fácil construir essa parte de sua teologia como algo herdado da Idade Média, ainda que alguns dos detalhes específicos são determinados pela crença tradicional em diabos e demônios. Lutero tomou o diabo mais a sério do que a Idade Média o fez. O diabo de Lutero tinha, por assim dizer, uma majestade infernal maior do que o diabo medieval; ele veio a ser mais sério, mais poderoso e mais terrível[3]. Isto é indubitável devido a nova e clara da compreensão de Lutero do senhorio de Deus e de Cristo, que trouxe consigo uma nova e profunda compreensão de ambos sobre a natureza e poder oposto a Deus e a veemente e grande batalha universal entre Deus e os poderes rebeldes. Aqui novamente Lutero retornou à visão de Jesus e da Igreja antiga. O que ele disse sobre o diabo é inseparavelmente ligado ao centro de sua teologia. Disso o seguinte esboço pretende dar somente uma visão global. Não pretendo expor a inteira riqueza do que Lutero disse e ensinou sobre o diabo[4].

3.         O diabo é o maior oponente de Deus e de Cristo. Por essa razão Lutero pôde vê-lo atuando em tudo o que particularmente contradiz a Deus e sua última vontade para sua criação e para as pessoas. O diabo, por isso, está atuando também nas desgraças, nas doenças e outras tristeza da vida, e na morte. Conforme Hebreus 2.14, ele tem o poder da morte[5]. O que é decisivo, no entanto, é que o diabo, o primeiro e mais poderoso oponente, sempre se opõe a Deus. Em oposição a Deus, ele estabeleceu o reino do pecado e da desobediência. Ele tentou o primeiro homem ao pecado e é aquele que engana e puxa as pessoas ao pecado. No curso da história ele age em oposição a Deus e a Cristo, à verdade e ao Evangelho. Ele odeia a Cristo e persegue sua Igreja[6]. É o diabo que está atrás de todos os inimigos da Palavra, das más interpretações da Escritura, de todas as falsas doutrinas e atos, e atrás da filosofia[7]. Ele não suporta a Palavra pura e a doutrina verdadeira e tenta falsificá-la: particularmente falsifica seu conteúdo decisivo, a justificação somente pela fé[8]. Ele faz qualquer coisa possível para afastar a doutrina da justificação[9]. Ele cega as pessoas contra a clara palavra de Deus e faz com que a razão se escandalize na Palavra[10]. Ele endurece as pessoas para que não temam mais o juízo de Deus, nem reconheçam seu estado de miseráveis pecadores[11]. Sua obra é encontrada na segurança, na vaidade, e no enfado, bem como no desespero na misericórdia de Deus e de Cristo[12].

4.         Cada pessoa é, em todo o tempo, ameaçada pelo diabo e objeto de sua tentação. Pois o diabo, na sua dimensão de ser divino, está perto de cada um em todo o lugar[13]. Assim o poder de Deus e o poder do diabo são opostos um ao outro e necessariamente no mais severo conflito de um ao outro. Este conflito continua através de toda a história e nos mantém em desassossego: o diabo contra Deus, Deus contra o diabo, o verdadeiro Deus contra o anti-deus[14]. Pois o diabo deseja muito ser deus. Ele é o “príncipe deste mundo,” (Jo 12.31; 14.30) e o “deus deste século” (2 Co 4.4)[15]. Deus e o diabo lutam pelas pe

ssoas[16], pela humanidade e pelo senhorio. Aqui não há neutralidade, nem um estado neutro. O que não estiver no reino de Deus e de Cristo está no reino do diabo[17]. O ser humano não tem liberdade em matéria concernente ao seu relacionamento com Deus e sua salvação ou destruição. Ele sempre estará sob poder de Deus ou de Satanás[18]. “Assim a vontade da pessoa é igual a um animal colocado entre dois cavaleiros. Se Deus o cavalga, ele quer e vai para onde Deus quer… Se Satanás o cavalga, ele quer e vai para onde Satanás quer.” Assim, a vontade da pessoa não pode selecionar seu cavaleiro ou ir a ele; “mas o próprio cavaleiro luta por ele para tê-lo e possuí-lo[19].” Quando Satanás controla a pessoa, ele faz o que Deus faz: ele não lhe dá descanso ou paz, mas, pela dinâmica de sua vontade, o impele a seguir no caminho do mal[20]. Quem não for tomado por Cristo e não está sob o poder do Espírito Santo, está sob o poder do diabo. E nenhum outro poder poderá tirá-lo do poder do diabo, exceto o Espírito de Deus; este Espírito é o homem forte que, conforme a parábola de Jesus (Lc 11.21s.) sobrevêm ao valente[21].

5.         Deus em Cristo arrancou as pessoas do poder do diabo. Esta libertação do diabo a pessoa recebe pelo batismo[22]. Mas esta libertação só pode ser afirmada por uma luta vitalícia contra o diabo[23]. Nós só temos duas alternativas: lutar contra o diabo ou sermos dominados por ele[24]. A arma nesta luta é a palavra de Deus[25]. Isto é verdade também tanto para o cristão individual como para toda a Igreja. Pela proclamação da palavra de Deus, a Igreja precisa mata o diabo pelo ensinar[26]. Visto que apesar disto o diabo permanece poderoso no mundo e na história – porque nem todos crêem – a Igreja aguarda ansiosa o Último Dia, quando Cristo voltará novamente e finalmente destruirá o poder de Satanás.

6.         O diabo está em oposição a Deus. Mesmo que seu poder e sua pretensão sejam tão grandes de ser chamado o “deus deste século”, não há nenhuma dúvida de que somente o verdadeiro Deus é Deus. Lutero manteve a doutrina dentro dos limites colocados pela onipotência de Deus que opera tudo em todos. Satanás com suas obras más também está subordinado à todo-poderosa atividade de Deus[27]. Isto significa que o diabo precisa servir à vontade de Deus pra com os homens e para o mundo – apesar do fato de sua vontade e atividade ser dirigida diretamente contra Deus. Deus o mantém a seu serviço e usa a ele e sua própria obra. Ele o usa em primeiro lugar como ferramenta de sua ira[28]. O que a ira de Deus faz e o que Satanás faz, freqüentemente parecem ser  uma e a mesma coisa. O diabo é “o diabo de Deus.” E ao mesmo tempo, ele permanece diabo, o inimigo de Deus, que quer o contrário do que Deus quer. Qual é então, de acordo com Lutero, o relacionamento entre a vontade e obra de Satanás e a atividade de Deus, especialmente a ira de Deus? Isto é um caso especial da grande pergunta de como a ação de Deus em geral se relaciona à atividade de suas criaturas, que ele abrange e com a qual não é idêntico.

7.         A tensão no relacionamento entre a atividade de Deus e a atividade de suas criaturas é especialmente grande, quando os poderes envolvem ameaças e desejam destruir a vida humana, no corpo e na alma. Por exemplo, o que aconteceu a Jó foi verdadeiramente obra do diabo[29]. E mesmo assim a Escritura a atribui como ato último a Deus (Jo 2.3) O que significa isto? Como vamos entendê-lo? Deus não o fez por si mesmo, mas através de meios ou instrumentos[30]. Aqui duas coisas são ditas: Primeiro, que é o próprio Deus que está atuando através de instrumentos; e segundo, que com respeito a qualquer evento particular, que trás uma aflição à vida da pessoa, precisamos distinguir entre o que Deus faz e o que seus instrumentos fazem.

8.         Primeiro, entre os instrumentos que Deus usa está também Satanás. Mas Lutero também coloca a lei nesta categoria. A lei então vem a ser um poder inimigo a Deus bem como ao ser humano. “Deus usa também a lei[31].” Devemos saber também que qualquer mal que nos acontece é o próprio Deus que está agindo por seu instrumento. Lutero não enfatizou somente que o diabo tem o poder da morte (cf. Hb 2.14)[32], mas ele enfatiza também e nos lembra que conforme o Salmo 90.3 é o próprio Deus que nos deixa morrer: “Tu reduzes o homem ao pó[33].” Na morte a pessoa tem a ver com Deus. Sob nenhuma circunstância devemos atribuir o infortúnio e a morte a alguma outra forma demoníaca. Isto seria negar a unidade de Deus e da fé como fazem os maniqueísmo[34]. É simplesmente impossível para nos aceitar que da mão de Deus só vem as coisas boas para a nossa vida e não também as más[35]. É o próprio Deus que sempre trata conosco, seja em sua ira, seja em sua graça. A pessoa se engana a si mesma e se exclui da comunhão com Deus, na ira e na graça, se pensa que infortúnio e morte que o atingem, não vem de Deus, mas de algum outro poder. A pessoa tenta burlar a experiência da ira de Deus não tomando a mesma a sério e pensa, a exemplo ds pessoas na antiguidade, que pode menosprezar a morte[36]. Pois ao fazer assim, ele falha em reconhecer que infortúnio e morte são meios nas mãos da graça de Deus. Deus usa o infortúnio, o sofrimento do corpo e da alma, e a morte, a fim de humilhar aqueles que lhe pertencem e dirigi-los a não confiar em coisas materiais, mas somente nele (Deus)[37]. Nós não nos confrontamos com Deus em tempos bons e com alguém outro em tempos maus. Não é assim que em tempos bons Deus lida conosco e em tempos maus alguém outro; pelo contrário, o mesmo Deus lida sempre conosco. Ele permanece fiel e a si mesmo com inabalável constância, não cordial por um tempo e então por outro tempo irado, mas sempre o misericordioso Deus, mesmo quando me castiga[38]. Na verdade, crer que Deus é misericordioso quando experimentamos sua reprovação em tempos de infortúnio, “é uma arte que somente o Espírito Santo dá[39].” Pois Deus se oculta e nos dá um quadro distorcido de si quando lida conosco por seus instrumentos[40].

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9.         Assim por último a pessoa lida somente com Deus. E mesmo assim, o diabo ou a Lei permanecem instrumentos que atuam em nossas vidas. Por isso não devemos olhar a obra de Deus e do diabo como uma obra, devemos ao mesmo tempo distinguir  entre os dois. Como já ouvimos, as coisas que destoem nossa vida, Deus não faz por si mesmo (mas por seus instrumentos). Mas como é possível distinguir entre a obra má que o diabo faz e a atividade de Deus, quando ele permite que Satanás tenha as mãos livres para agir, como no caso de Jó? Lutero respondeu esta pergunta com clareza. Deus e Satanás, ambos estão envolvidos no que acontece a uma pessoa, todavia, no efetuar de uma e da mesma obra a intenção, os objetivos e alvos diferem. Lutero afirmou que tanto Satanás nos tenta para desesperarmos em Deus, como o próprio Deus o faz[41]. Deus está irado e Satanás torna a ira de Deus tão grande e terrível, por exemplo na hora da morte, que a pessoa não pode fazer outra coisa do que desesperar[42]. Ambos lançam um duro ataque contra a pessoa. Deus, no entanto, o faz para salvar a pessoa, a fim de livrá-la de si mesma e de toda confiança em si mesma e guiá-la aos braços misericordiosos de Deus. Satanás faz isto a fim de separá-la de Deus plena e definitivamente. Isto são, portanto, duas coisas completamente diferentes; sim, há ali uma infinita diferença e uma absoluta contradição entre Cristo e o diabo quando eles atormentam uma pessoa com a lei. Um a faz para salvar a pessoa, o outro para precipitar a pessoa na morte. O diabo quer levar a pessoa a desesperar no perdão dos pecados; Cristo, para levar a pessoa a desesperar em si mesma e se refugiarem na misericórdia de Deus em Cristo[43]. Assim a tentação tem sempre uma face dupla e dois propósitos: o de Deus e do diabo. E há uma oposição de um ao outro. É tarefa da fé superar o propósito de Satanás na tentação, pelo confiar na inquestionável misericórdia de Deus, oculta sob a aflição nestas tentações. A fé frustra a tentação de Satanás numa aflição, pelo confiar na intenção de Deus nesta mesma tentação e assim levar a cabo o propósito de Deus. O propósito de Deus é assim completado. Lutero se expressa assim que uma pessoa pode, nas grandes dificuldades, tanto externas como internas, deparar-se com a possibilidade do propósito do diabo, oposto ao propósito de Deus. Mas o propósito de Deus é dado somente assim que ele é ao mesmo tempo uma tarefa, a espera para que a pessoa se apegue em fé a Deus, e isto só é possível, quando a pessoa luta contra o sentimento de que Deus é contra ela.

10.       Lutero portanto expressa tudo isso pelo dizer que Deus usa o Diabo para sua “obra alheia” (opus alienum), mas ao agir assim, sempre visa sua obra própria (opus proprium) (Is 28,21, cf.. p.120; item 10,23) Esta obra alheia para Deus é somente um meio através do qual ele complementa algo; para o diabo, no entanto, uma oportunidade de buscar seu alvo e propósito de destruir a vida.Assim é possível compreender que Lutero considerou o diabo tanto um instrumento como um inimigo de Deus. Deus o usa, mas ao mesmo tempo luta contra ele e nos redime dele.       

 
Pastor Horst Kuchenbecker


[1] Sobre “o mundo”, cf. WA 18,766; OS 4,192; BOW, 287. O mundo odeia e persegue a justiça de Deus proclamada no evangelho. Lutero disse muitas vezes que o diabo faz o mesmo.

[2] “Não importa de que lado tu o olhas, o di

abo é o príncipe deste mundo.” WA 23,70; LW 37,18. “Pela graça de Deus, eu aprendi a conhecer uma grande parte a respeito dele.” WA 26,500; LW 37,361.

[3] Reinhold Seeberg, Lutherbuch der Domengeschichte (2ª. E 3ª. Ed.; Leipzig, 1917) IV/1,172.

[4] Cf. LT 1,18 e H. Obendieck, Der Teufel bei Martin Luteher (Berlin Furche: 1931).

[5] WA 40/3,68.

[6] WA 37,50. WA 39/1,420.

[7] WA 39/1,180; LW 34,144.

[8][8] WA 18,764; OS 4,189; BOW, 284. Cf. WA 39/2,266.

[9] WA 39/1,420,489.

[10] WA 18,659; OS 4,90; ; BOW, 133. Cf. WA 37,58.

[11] WA 39/1,429. WA 18,689; OS 4,105; BOW, 162.

[12] WA 37,47. WA 39/1,426. WA 40/2,338; cf. LW 12,318.

[13] “… nossos professores e autores… não consideram que o diabo está ao redor deles com todos seus dardos inflamados…” WA 23,71; LW 37,17. “Contra o diabo que sempre anda em nosso derredor procurando induzir-nos  ao pecado e vergonha, calamidade e aflição.” WA 30/1,142; BC, 374; LC, 405. Cf. WA 30/1,146; BC 378,100; LC 410, 99. O diabo está especialmente bem perto dos teólogos. Ele os inspira com “os mais bonitos pensamentos adornados com a Escritura,” e eles nem notam que isto são erros do diabo.  WA 23,70; LW 37.17.

[14] “O mundo e seu deus não podem e não querem suportar a palavra do Deus verdadeiro, e o Deus verdadeiro não pode e não quer guardar silencia. Agora estes dois deuses estão em guerra, então o que mais pode haver no mundo do que alvoroço.” WA 18,626; OS 4,39; BOW 91. Cf. WA 18,627, 782; OS 4,41,210;  BOW, 93,312. WA 39/1,420.

[15] WA 23,70; LW 37,17.

[16] WA 18,635; OS 4,49; BOW, 103.

[17] “E se alguém é um estranho ao reino de Deus e ao Espírito, segue-se necessariamente que ele está debaixo do reino e do espírito de Satanás. Pois não há um estado neutro entre o reino de Deus e o reino de Satanás., que está sempre em guerra um com o outro.” WA 18,743; OS 4,165; BOW, 253. Cf. WA 17/2,217. Cf. WA 18,659; OS 4,72; BOW, 133.

[18] “No entanto, com respeito a Deus e tudo que se refere à salvação ou condenação, a pessoa não tem “livre-arbítrio”, mas está cativa, aprisionada e escravizada, ou à vontade de Deus ou vontade do diabo.” WA 18,638; OS 4,51; BOW, 107.

[19] WA 18,635s.; OS 4,49; BOW, 103ss.

[20] Pois o diabo é seu deus, que os impele e não lhes deixa descanso, nem paz, enquanto pode agir… Assim o diabo os estimula e os dirige para que corram, conquistem e tumultuem a seu serviço. Eles não podem parar nem fazer pausa. WA 31/1,119s.; LW 14,70s. WA 40/3,35.

[21] WA 17/2,218. Cf. WA 18,782; OS 4,211; BOW, 312.

[22] WA 30/1.217,222; BC, 441,446; LC, 479,485.

[23] WA 39/1,420.

[24] “Escolha, então, se tu preferes lutar contra o diabo ou se tu preferes pertencer a ele,… Se tu recusas pertencer a ele, defende-te e luta contra ele!” WA 23,70; LW 37,17.

[25] WA 30/1,127; BC, 359; LC, 388. WA 30/1,146; BC, 100s.; LC, 99s.

[26] WA 30/1,129; BC, 361; LC, 390.

[27] WA 18,710; OS 4,128; BOW, 204;

[28] “Deus na verdade usa o diabo para nos afligir e matar. Mas o diabo não pode fazer isto se Deus não o quer que o pecado seja punido desta forma.” WA 40/3,519; LW 13,97 [Isto é da edição de Dietrich].

[29] WA 40/2,416; cf. LW 12,373.

[30] WA 40/2,416; cf. LW 12,373s.

[31] WA 40/2,417; cf. LW 12,373s.

[32] “Por longo tempo ele foi  o príncipe da morte.” WA 31/1,149; LW 14,84.

[33] WA 40/3,514ss. (especialmente pp.517s.); LW 13,94-99 (especialmente p.96).

[34] WA 40/3,417; LW 12,374. WA 40/3,516s.; cf. LW 13,96. “Mas isto seria imaginar que há outro deus e não permanecer na simplicidade da fé que há só um Deus.” WA 40/2,417; LW 13,374. Cf WA 40/3,418; LW 12,375.

[35] WA 40/3,517; cf. LW 13,96. “Quem incitou este mal contra nós? A resposta correta é: O diabo, porque Deus é justo e ele não o faria. Mas Deus fez isto por outro motivo, que nós não sabemos.” WA 16,138.

[36] WA 40/3,517; cf. LW 13,96.

[37] WA 40/3,417; cf. LW 12,374.

[38] Deus não é cruel, mas ele é “Pai de toda a consolação” (2 Co 1.3). Quando ele demora em ajudar, nosso coração faz de Deus, sempre e constantemente, um ídolo irado que lhe é semelhante.” WA 40/3,417; LW 12,374.

[39] WA 40/2,418; LW 12,374.

[40] Deus disfarçado… WA 40/2,417; cf. LW 12,374.

[41] Lutero disse isto a respeito de Satanás, WA 40/2,416; LW 12,373s. Ele o disse a respeito de Cristo em WA 38/1,426.

[42] WA 31/1,147,159; LW 14,84,89.

[43] WA 39/1,426s.