No longínquo dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero afixou suas famosas 95 Teses na porta do castelo de Wittenberg, na Alemanha, e deflagrou o movimento que passou para a História com o nome de Reforma Protestante.

A Reforma libertou a Igreja do romanismo medieval e permitiu ao povo comum ter acesso ao texto e às verdades eternas das Escrituras Sagradas. Cada cristão aprendeu que é um sacerdote e, portanto, pode apresentar-se diante do Trono com ousadia, pelo Sangue bendito de nosso Senhor Jesus Cristo.

João Calvino, Ulrico Zwinglio e Thomas Cranmer, entre outros, são nomes importantes ligados à Reforma. Para os anglicanos Cranmer tem uma importância fundamental, pois, inspirado pelos livros de Lutero, que lia quando jovem nas reuniões da Taverna do Cavalo Branco, em Cambridge, tornou-se o corifeu do protestantismo na Inglaterra. De acordo com o bispo Stephen Neill, o “contato entre Lutero e a mente inglesa constitui o verdadeiro começo da Reforma Inglesa” (El Anglicanismo, p. 42).

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Na condição de arcebispo de Cantuária, Thomas Cranmer depurou e sistematizou a liturgia então em uso, publicando, em 1549, o Livro de Oração Comum, o qual, revisado várias vezes e adaptado a cada país ou região em que o anglicanismo se instalou, tem sido a base litúrgica do culto e da fé dos anglicanos.

A Reforma levou a uma transformação espiritual, teológica, religiosa, social, política, econômica… tudo isso fez com que hoje sejamos livres para adorar a Deus segundo os ditames da nossa consciência.

Lamentavelmente, a igreja comemora este dia com muito menos estardalhaço com que o mundo pagão celebra o Halloween, ou Dia das Bruxas, uma festa oriunda do paganismo celta, da qual os cristãos devem manter-se prudentemente afastados!

A bruxaria, mesmo quando disfarçada de “folclore”, sempre escraviza os homens. Jesus Cristo Ressurreto os salva e liberta!

+Bispo José Moreno

 

Fonte: http://tele-fe.com