Acompanhemos Isaías, o profeta urbano, radicado na corte, marcado pela expectativa messiânica (cap. 53), intérprete da caminhada israelita, à qual trouxe 700 anos AC uma mensagem que continua sendo relevante. A pergunta é: para que existe a Igreja Presbiteriana Pedra Viva? Para que nós existimos?
I – GERAR FILHOS (v. 1)
1. A experiência de Israel: fertilidade e esterilidade – “casada” com Deus Israel era fértil e alegre; seu pecado levou-o para o exílio, a infertilidade e a tristeza. Restaurada pelo Messias (Is 53), retornaria para Jerusalém e teria restabelecida a sua fertilidade.
2. Nossa experiência – ser gerado em Cristo é a maior alegria que uma pessoa pode experimentar (Lc 10:20). A geração de uma pessoa em Cristo produz mais alegria no céu do que os cultos de 99 justos (Lc 15:7). A geração de “filhos espirituais” é uma responsabilidade de quem já foi gerado (I Co 4:15-16)
II – CRIAR FILHOS (v. 2-3)
1. Filhos precisam de “tendas” = habitação (v. 2) = casas = “grupos” – “tenda” é símbolo de relacionamentos comunitários efetivos, transformadores e expansionistas.
2. As “tendas” precisam de sustentação (v. 2) – a sustentação dos filhos espirituais recém nascidos é a “Palavra” (I Pd 2:2). Criar filhos na Palavra envolve sofrimento (Gl 4:20 cp c/ 1:6-9). Os filhos recém nascidos devem ser acompanhados individualmente pelo discipulado e coletivamente pelos pequenos grupos, sendo pastoreados pelos líderes de cada “tenda”….
3. A sustentação bíblica gerará uma presença impactante na cidade (v. 3) – queremos ser uma igreja que povoe a cidade assolada pela injustiça, imoralidade, violência, má distribuição de renda, arroxo salarial, precariedade dos serviços públicos e miséria… através dos pequenos grupos.
III – SUPERAÇÃO
1. Superação do medo do futuro (v. 4a) – solidão, fracasso econômico, enfermidade, verdade, morte…., qualquer que seja o medo futuro ele precisa ser positivamente enfrentado! “No novo tempo, apesar dos fracassos, estamos mais vivos pra sobreviver; no novo tempo apesar dos perigos, estamos mais vivos pra sobreviver; no novo tempo apesar dos castigos, estamos mais vivos pra sobreviver” (Ivan Lins/Vítor Martins).
2. Superação do medo do passado (v. 4b) – olhar para traz, como fez a mulher de Ló, nos leva à imobilidade do fracasso; “sou dos que crêm e, por isso mesmo, tenho que decidir hoje fazer o meu amanhã mais diferente, mais próximo dos meus sonhos… Porque eu creio no amanhã, caminho com determinação, sabendo que os momentos mais escuros da noite são exatamente aqueles que prenunciam a alvorada” (Elias Abraão, pastor presbiteriano, deputado).
3. O caminho bíblico de superação: Deus (v. 5, 6, 9, 10
a) Precisamos redescobrir o caráter de Deus (v.5): Criador, Marido, Senhor, Santo, Redentor, Deus das nações – tratar “Deus como Deus” é o único caminho da vitória….
b) Precisamos redescobrir as ações de Deus – Ele chama imeritoriamente (v. 6), disciplina propositalmente (v. 7-8), age fielmente (v. 9-10 com base numa aliança de provisão e de paz).
CONCLUSÃO
Como igreja nascente, somos colocados por Deus diante de três desafios: geração de filhos – pessoal; criação de filhos – coletivo; superação – divino. Ao mesmo tempo Ele nos promete: relevância ministerial (v. 11-12); relevância familiar (v. 13); relevância relacional (v. 14-17). Que Ele faça da Pedra Viva uma igreja fundamentada neste valores!


Pr. JAIR FRANCISCO MACEDO