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O pecado: Uma doença espiritual
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A principal definição divina para o pecado

 E a que está contida em passagens como 1 João 3.4 e 5.17. O termo hamartema denota errar o alvo, desviar-se do caminho, perder-se (I Jo 3.4a; 5.17b). Já a palavra anomia, contida em 3.4b, implica transgressão, desordem, rebeldia, subversão. Outro termo que aparece nessas passagens é adikia(5.17a), cuja significação é injustiça.


Em Salmos 41.4, o pecado é definido como uma doença espiritual que faz enfermar a alma: “... sara a minha alma, porque pequei contra ti”.


Em I Pedro 2.24, na expressão “fostes sarados”, o sentido é o mesmo, à luz do contexto. Essa denotação também pode ser encontrada em outros textos:

E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque 0 povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade (Is 33.24).

Porque serieis ainda castigados, se vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo (Is 1.5,6).

Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosos do que os cabelos da minha cabeça, pelo que desfalece o meu coração (Sl 40.12).

E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou (Lc 18.42).

A tradução literal da passagem acima é: “Vê; a tua fé te curou”. O termo grego aqui é sozo, “curar”, “salvar”, “livrar” ( Lc 7.50; Mt 9.22).


A origem do pecado

A Palavra de Deus apresenta, em Ezequiel 28.15,16, a origem do pecado: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas”. Esta descrição, ainda que de modo conotativo, relaciona-se a Satanás e sua rebelião contra Deus.


O pecado é universal

Em Romanos 3.23, vemos outro aspecto do pecado, a sua universalidade: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Aqui e em outras passagens correlatas fica evidente que toda a humanidade, sem exceção, foi atingida pelo pecado.

A realidade do pecado

Ainda que muitos procurem ignorar a existência do pecado, temos de considerar os esmagadores testemunhos da realidade do pecado na Bíblia (Hb 12.1; Sl 51.5), na História, na consciência, no dia-a-dia. Perguntemos a Adão após a sua queda, a Davi, a Jesus. Todos confirmarão que o pecado é uma realidade.

Evidências da realidade do pecado

Elas são tão contundentes que é um absurdo negá-lo; é idiotice; é insanidade. Algumas dessas evidências são: cada hospital; cada casa funerária; cada cemitério; cada fechadura de porta; cada caixa forte de banco; cada alarme contra ladrão; cada policial, guarda, soldado; cada tribunal; cada prisão; cada dor, doença, deficiência, morte, tristeza, pranto, guerra.


O pecado e sua raiz

A Palavra de Deus menciona a raiz da incredulidade como a geratriz do pecado (Jo 16.9; Hb 3.12) e também a do egoísmo, isto é, do culto ao “eu”, da personalidade (Ez 28.7; Is 14.13,14; Rm 1.25). O egoísmo é uma forma de rebeldia à vontade e à lei de Deus; existe também o egotismo, endeusamento do homem por ele mesmo.


O pecado como ato

Olhemos, agora, à luz da Palavra de Deus, para o interior do pecado, a fim de conhecermos detalhadamente os seus aspectos. E importante, aqui, distinguirmos entre ato e estado pecaminosos. 

A Bíblia apresenta o pecado como um ato nosso, perpetrado por natureza e escolha deliberada:

Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte (Eg 1.14,15).

Segundo a Bíblia, o pecador não sabe escolher o bem; ele sempre opta pelo mal. O filho pródigo não soube escolher o bem; preferiu o pior (Lc 15.11-18). O pecado como um ato praticado é, pois, um efeito, e não uma causa; a causa é o pecado congênito em nossa natureza decaída.

O crente carnal também não sabe escolher o bem. Ló, por si mesmo, optou pelo pior, para ele e sua família (Gn 13.11,12). Esaú, de igual modo, vendeu a sua primogenitura por um simples prato de lentilhas (Gn 25.29-34). E Marta não soube escolher o melhor, como sua irmã, que representa um crente consagrado (Lc 10.41,42).


O pecado como estado

Em Romanos 6.6, está escrito: “... o nosso velho homem foi com ele [Cristo] crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado” — a expressão “corpo do pecado” é uma referência ao corpo como instrumento do pecado; não é a Bíblia querendo dizer que o pecado possui corpo tangível.

O pecado como um estado indica que todos os homens estão propensos a pecar. E caracterizado pelo princípio da rebelião contra Deus; trata-se de um poder maléfico; é um princípio gerador do mal. Ou seja, é primeiramente uma causa, e conseqüentemente um efeito.

Como causa, o pecado é parte integrante da nossa natureza herdada de Adão. Em resumo, o homem não é culpado apenas pelos pecados cometidos; ele tem dentro de si uma natureza pecaminosa que em si já é pecado.


A natureza do pecado

Há o pecado praticado, isto é, cometido, que aparece na Bíblia no plural (I Jo 1.9). Para este tipo de pecado há perdão de Deus, como vemos no “sacrifício pela culpa” (Lv 5.14-19). Mas há também o pecado congênito, mencionado no singular (I Jo 1.7; SI 51.5; Rm 7.18,23). No caso deste tipo de pecado, só há purificação no sangue de Jesus. Vemos isso tipificado no “sacrifício pelo pecado” (Lv 4.1-12).

O pecado e sua prática

Quanto à prática, há o pecado de comissão, que é fazer ou praticar a coisa errada (Tg I.15); e o de omissão, que significa deixar de fazer a coisa certa, justa. Assim, pecado não é somente praticar o mal; deixar de fazer o que é certo é também pecado.


Aquele, pois, que sabe Jazer o bem e não faz comete pecado (Tg 4.17).

E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra 0 SENHOR, deixando de orar por vós; antes; vos ensinarei 0 caminho bom e direito (l Sm 12.23).

Mas, ainda quanto ao pecado por omissão, a Palavra de Deus menciona vários exemplos, como o caso do servo inútil, condenado porque não fez nada, apesar de ter recebido bens de seu senhor para cuidar (Mt 25.24-30).

Outro exemplo de omissão vemos na parábola das dez virgens. As loucas não se prepararam (Mt 25.3). Temos outro exemplo no julgamento das nações: as omissas para com Israel serão punidas (Mt 25.42-45).


Em Números 32.23a, está escrito: “e, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor”. Deixar de cumprir a lei de Deus é tanto pecado quanto transgredi-la (cf. Jz 5.23). A Palavra de Deus diz que os ímpios serão lançados no inferno por omissão: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (Sl 9.17).



Outrossim, todo pecado, seja ele qual for, é praticado primeiramente contra Deus. Davi, além de pecar contra Bate-Seba, Urias e si mesmo, pecou primeira- mente contra Deus, o Legislador: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal...” (Sl 51.4). O pródigo pecou contra si mesmo e contra a sua família, mas primeiramente contra o seu pai, que na parábola aponta para Deus (Lc 15.21).


Por PR. Antonio Gilberto 

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Fonte: ECB - Escola de Capacitação Biblica

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