A doutrina da Trindade (do latim trinitas = “triunidade” ou “três em unidade”) é uma das mais importantes doutrinas da fé cristã.
A palavra Trindade significará a tríplice manifestação de Deus ou a sua manifestação no Pai, no Filho e no Espírito Santo; e o termo Triunidade, o tríplice modo da existência de Deus, que é a existência de três em um.
Entende-se por Triunidade não o modo de Deus revelar-se em três Pessoas, e, sim, o seu modo de existir em três Pessoas.
A Trindade refere-se à revelação de Deus, ao passo que a Triunidade refere-se à existência de Deus. Deus é Triúno quanto à sua existência. A Triunidade é a base da Trindade.
O termo ‘Trindade’ não é metafísico é apenas a designação de quatro fatos: 1) o Pai é Deus; 2) o Filho é Deus; 3) o Espírito é Deus; 4) há um só Deus.
A doutrina da Trindade não afirma que as três pessoas estão unidas numa pessoa, ou três seres num só ser, ou três deuses num só Deus (triteísmo); nem, por outro lado, que Deus simplesmente se manifesta em três diferentes modos (trindade modal, ou de manifestações); mas, ao invés disso, que há três eternas distinções na substância de Deus.
A Palavra do Senhor descarta a ideia de triteísmo (três Deuses) e de unicismo. A Trindade pode ser definida como a união de três Pessoas — o Pai, o Filho e o Espírito Santo — em uma só divindade. Tais Pessoas, embora distintas, são iguais, eternas e da mesma substância. Ou seja, Deus é cada uma dessas Pessoas.
As Escrituras Sagradas ensinam que há um só Deus, e que Ele é um só. Elas ensinam que o Pai é Deus pleno, com todos os atributos da divindade (I Co 8.6); e que o Filho é Deus, e não apenas parte da divindade: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9).
E elas também asseveram que o Espírito Santo é Deus, como lemos em Atos 5.3,4Portanto a doutrina da trindade é usada para resumir o ensinamento bíblico de que Deus é três pessoas, porém um só Deus. Quando falamos da Trindade de Deus, nos referimos a uma trindade em unidade, e a uma unidade que é trina.
O ser de Deus é perfeitamente unificado e simples: de uma só essência (homoousia). Essa essência de divindade é possuída em comum pelo Pai, Filho e Espírito Santo.
As três pessoas são consubstanciais, co-inerentes (perichoresis), co-iguais e co-eternas.
A palavra Trindade não se encontra na Bíblia, embora a ideia representada pela palavra seja ensinada em muitos trechos.
1. Há em Deus três personalidades distintas e divinas
O Credo de Atanásio ou Atanasiano.
O credo que hoje chamamos de Atanasiano expressa o pensamento de Atanásio e tudo o que defendeu durante toda a sua vida, conquanto não haja indícios confiáveis de que o texto seja de sua autoria.
“O credo popularmente atribuído a Atanásio é, de modo geral, considerado um cântico eclesiástico de autoria desconhecida, do século IV ou V”.92
Assim declara o Credo Atanasiano:
A fé universal é esta: que adoremos um Deus em trindade, e trindade em unidade; (4)
Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. (5)
Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo.(6)
Mas a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só: glória é igual e a majestade é coetema. (7)
Tal como é O Pai, tal é O Filho e tal é O Espírito Santo. (8)
O Pai é incriado, O Filho incriado, e O Espirito Santo incriado. (9)
O Pai é imensurável, O Filho é imensurável, O Espirito Santo é imensurável. (10)
O Pai é eterno, O Filho é eterno, O Espírito Santo é eterno. (11)
E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. (12 )
Da mesma forma não há três incriados, nem três imensuráveis, mas um só incriado e um imensurável. (13)
Assim também O Pai é onipotente, 0 Filho é onipotente e O Espírito Santo é onipotente. (14)
No entanto, não há três onipotentes, mas sim, um onipotente.(15)
Assim, O Pai é Deus, O Filho é Deus, e O Espírito Santo é Deus. (16)
No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. (17)
Assim O Pai é Senhor, O Filho é Senhor; e O Espírito Santo é Senhor. (18)
Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. (19)
Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor; (20)
Assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. (21)
O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado; (22)
O Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado. (23)
O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. (24)
Há, portanto, um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. (25)
E nessa trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. (26)
Mas as três Pessoas são coetemas, são iguais entre si mesmas;(27) de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas.
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div>Mais longo que o Niceno, trata-se de um credo que enfatiza, de modo mais pormenorizado, a Trindade. Durante a Idade Média, dizia-se que Atanásio o escrevera no seu exílio, em Roma, e ofereceu-o ao bispo de Roma, Júlio I, para servir como confissão de fé. Desde o século IX se atribui o credo a Atanásio.
Na verdade, o Credo Atanasiano traz esse nome porque Atanásio defendeu tenazmente a ortodoxia cristã; no entanto, o autor do tal credo é desconhecido. Mencionado pela primeira vez em um sínodo, realizado entre 659-670,93 o credo em apreço serve como teste da ortodoxia desde o século VII, para os catolicismos romano e ortodoxo, bem como para o protestantismo.
Há em Deus três personalidades distintas e divinas, sendo cada uma igual à outra quanto à natureza. No entanto, não há três deuses: Deus é um só.
Apesar deste modo triúno de Deus existir e de revelar-se, o Velho Testamento acentua fortemente a unidade de Deus.
Deus é Um, é expressão constantemente repetida no Velho Testamento. Havia amplas razões para essa insistência, pois o povo eleito vivia no meio das nações idólatras e politeístas. É este o motivo por que o Velho Testamento enfatiza tanto a unidade de Deus.
O Novo Testamento ensina que são três Pessoas divinas, distintas, eternas e iguais subsistindo numa só essência. O Novo Testamento ensina que Deus é uma trindade simples, mas tríplice, no modo de existir e de revelar-se.
2. A origem do termo trindade.
Este termo foi usado pela primeira vez, em sua forma grega, por Teófilo; e, em sua forma latina, por Tertuliano.
Tertuliano, o "bispo pentecostal de Cartago" (160 - c. de 230), fez contribuições de valor inestimável para o desenvolvimento da ortodoxia trinitariana. Adolph von Harnack, por exemplo, insiste que foi Tertuliano que preparou o terreno para o desenvolvimento subsequente da doutrina trinitariana ortodoxa.
O tratado de Tertuliano, "Contra Praxeas", contém 50 páginas de polêmica vigorosa contra um certo Praxeas que, supostamente, introduziu em Roma a heresia do monarquianismo ou do patripassianismo. O monarquianismo ensina a existência de um só Monarca, que é Deus.
Por conseguinte, é negada a plena divindade do Filho e do Espírito. No entanto, para preservar as doutrinas da salvação, os monarquianos chegaram à conclusão de que o Pai, como Deidade, foi crucificado pelos pecados do mundo. Essa é a heresia chamada patripassianismo. Por isso, segundo Tertuliano disse a respeito de Praxeas: "Ele tinha expelido a profecia e introduzido a heresia, tinha exilado o Paracleto e crucificado o Pai".
Tertuliano informa-nos que, enquanto a heresia de Praxeas varria a Igreja, os crentes de uma forma geral continuavam vivendo na sua simplicidade doutrinária. Embora estivesse resoluto quanto a advertir a Igreja contra os perigos do monarquianismo, entrou na controvérsia em cima da hora, quando a heresia estava se tornando predominante no pensamento dos cristãos.
A tarefa de Tertuliano foi criar um meio por onde fluíssem as implicações inerentes da teologia trinitariana na consciência da Igreja. Embora Tertuliano seja tido como o primeiro erudito a empregar o termo "Trindade", não é correto dizer que ele "haja inventado" a doutrina, mas, que "escavou" na consciência da Igreja e retirou daí os pensamentos trinitarianos inerentes que já estavam presentes. B. B. Warfield comenta: "Tertuliano tinha de... estabelecer a divindade verdadeira e completa de Jesus... sem criar dois deuses... E considerando o sucesso que conseguiu nesse aspecto, deve ser reconhecido como o pai da doutrina eclesiástica da Trindade".
Tertuliano torna explícito o conceito de uma "Trindade econômica" (semelhante ao conceito de Irineu, mas com uma definição mais explícita). Enfatiza a unidade de Deus, ou seja: que existe uma só substância divina, um só poder divino - sem separação, divisão, dispersão ou diversidade - há, porém, uma distribuição entre as funções, uma distinção entre as Pessoas.
O Concílio de Nicéia (325 A.D.) declarou que o Filho é co-essencial com o Pai, enquanto que o Concílio de Constantinopla (381 A.D.) afirmou a divindade do Espírito, embora não com a mesma precisão.
Historicamente, a Igreja formulou a doutrina da Trindade em razão do grande debate a respeito do relacionamento entre Jesus de Nazaré e o Pai.
Três Pessoas distintas - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - são manifestadas nas Escrituras como Deus, ao passo que a própria Bíblia sustenta com tenacidade o Shema judaico: "Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (Dt 6.4).6
A conclusão, baseada nas Escrituras, é que o Deus da Bíblia é (nas palavras do Credo Atanasiano) "um só Deus na Trindade, e a Trindade na Unidade".
Isso soa irracional? Semelhante acusação contra a doutrina da Trindade pode ser, por si mesma, classificada de irracional: "Irracional é suprimir a evidência bíblica em favor da Trindade para favorecer a Unidade, ou a evidência em favor da Unidade para favorecer a Trindade".
Não devemos polarizarmos a doutrina da Trindade num dos dois extremos: a supressão das evidências em favor da unidade (o que resultaria no unitarianismo, ou seja: que reconhece em Deus somente uma única pessoa) ou o abuso das evidências em favor de triunidade (o que resultaria no triteísmo - três deuses separados).
3. O clímax da formulação trinitária.
O clímax da formulação trinitária ocorreu no Concílio de Constantinopla, em 381 d.C.
Devemos a esse concílio a expressão do conceito ortodoxo da trindade. Todavia, para apreciarmos o que disse o concílio é útil acompanharmos o desenvolvimento histórico da doutrina. Isso não significa que a igreja ou qualquer concílio tenha inventado a doutrina. Antes, foi para responder às heresias que a igreja explicou o que a Escritura já pressupunha.
a) O desenvolvimento histórico da doutrina.
(1) A Igreja Pré-Nicena: 33-325 d.C.
Os Apóstolos, 33-100 d.C.
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Fonte: ECB - Escola de Capacitação Biblica
O ensino
apostólico claramente aceitou a plena e real divindade de Jesus, e aceitou e adotou a fórmula batismal trinitária.
Os Pais Apostólicos, 100-150 d.C.
Os escritos dos Pais Apostólicos eram caracterizados por uma paixão acerca de Cristo (Cristo provém de Deus; ele é pré-existente) e por ambiguidade teológica acerca da Trindade.
Os Apologistas e os Polemistas, 150-325 d.C.
As crescentes perseguições e heresias forçaram os escritores cristãos a declararem de maneira mais precisa e defenderem o ensino bíblico acerca do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Justino Mártir: Cristo é distinto do Pai em sua função.
Atenágoras: Cristo não teve princípio.
Teófilo: O Espírito Santo é distinto do Logos.
Orígenes: O Espírito Santo é co-eterno com o Pai e o Filho.
Tertuliano: Falou em “Trindade” e “pessoas” - três em número, mas um em substância.
(2) Declarações Fundamentais do Credo do Concílio
[Nós cremos] “em um Senhor Jesus Cristo... verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, não feito, de uma só substância com o Pai.”
“Mas aqueles que dizem que houve um tempo em que Ele não existia, e que antes de ser gerado Ele não era... a estes a Igreja Católica anatematiza.” “E cremos no Espírito Santo.”
(3) Concílio de Constantinopla: 381 d.C.
O arianismo não foi extinto em Nicéia; na realidade, ele cresceu em importância. Além disso, surgiu o macedonianismo, que subordinava o Espírito Santo essencialmente da mesma maneira que o arianismo havia subordinado Cristo.
A Questão: O Espírito Santo é plenamente Deus?
Declaração Fundamental do Credo do Concílio“... e no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai, que é adorado e glorificado juntamente com o Pai e o Filho.”
Resultados do Concílio: O arianismo foi rejeitado e o Credo Niceno reafirmado.
O macedonianismo foi condenado e a divindade do Espírito Santo afirmada.
Foram resolvidos grandes conflitos acerca do trinitarianismo (embora os debates cristológicos tenham continuado até Calcedônia, em 451 d.C.).
b) A ortodoxia trinitariana.
Trezentos bispos da Igreja Ocidental (alexandrina) e da Igreja Oriental (antioquiana) reuniram-se em Nicéia, no grande concílio ecumênico, que procuraria definir com precisão teológica a doutrina da Trindade.
O propósito do concílio era tríplice:
(1) esclarecer os termos usados para articular a doutrina trinitariana;
(2) desmascarar e condenar os erros teológicos que estavam presentes em vários seguimentos da Igreja; e
(3) elaborar um documento que estivesse em harmonia com os princípios bíblicos e as convicções compartilhadas pela Igreja.
O bispo Alexandre estava pronto para a luta contra Ário.
Os arianos estavam confiantes de que seriam vitoriosos.
Eusébio de Nicomédia preparou um documento, no qual continha o ponto de vista defendido pelos arianos, que foi, confiantemente, apresentado ainda no início do concílio. Por ter negado a divindade de Cristo, provocou a indignação da maioria dos presentes que, com firmeza, rejeitou o documento.
Em seguida, Eusébio de Cesaréia (que não era ariano, embora fosse representante da Igreja Oriental) elaborou durante o debate um credo que se tomaria o modelo para o Nicéia.
O bispo Alexandre (e os alexandrinos em geral) ficou muito preocupado com as opiniões de Ário, pois elas poderiam afetar a salvação pessoal, caso Cristo não fosse plenamente Deus no mesmo sentido que o Pai o é. Para levar o homem à plena reconciliação com Deus, argumentava Alexandre, Cristo forçosamente tem de ser Deus.
O Bispo Alexandre reconhecia a linguagem da subordinação no Novo Testamento, especialmente as referências a Jesus como "Unigénito" do Pai. Indicava que o termo "gerado" deve ser entendido do ponto de vista judaico, pois os que empregavam o termo na Bíblia eram hebreus. O uso hebraico do termo visa ressaltar a preeminência de Cristo. (Paulo fala nestes termos, empregando a palavra "primogênito" não com referência à origem de Cristo, mas aos efeitos salvíficos da sua obra de redenção (ver Cl 1,15,18).
Alexandre respondeu a Ário, argumentando que a condição de o Filho ser o Unigénito é antecedida nas Escrituras, conforme mostra João 1.14 (o Filho é o Unigénito da parte do Pai), que indica que Ele compartilha da mesma natureza eterna de Deus (assim se harmoniza com a "geração eterna" do Filho, segundo Orígenes).
Aos ouvidos de Ário, que não se retratou, isso soava como um reconhecimento de que Cristo fora criado. Estava se esforçando desesperadamente por livrar a teologia das implicações modalísticas que, segundo as palavras posteriormente atribuídas ao seu opositor principal, Atanásio, incorriam no perigo de "confundir as Pessoas entre si".
Era, portanto, crucial fazer a distinção entre Cristo e o Pai.
O bispo Alexandre prosseguiu, declarando que Cristo é "gerado" pelo Pai, mas não no sentido de emanação ou criação. Teologicamente, o grande desafio da Igreja Ocidental era a explicação do conceito de homoousia sem cair na heresia modalística.
Atanásio geralmente recebe o crédito de ter sido o grande defensor da fé no Concílio de Nicéia. A parte maior da obra de Atanásio, porém, foi consumada depois desse grande concílio ecumênico.
Atanásio era inflexível, e embora deposto pelo Imperador em três ocasiões durante sua carreira eclesiástica, lutava com valentia em favor do conceito de Cristo ser da mesma essência (homoousios) que o Pai, e não meramente semelhante ao Pai quanto à sua essência (homoious
ios). Durante o seu
turno como bispo e defensor da ortodoxia (conforme revelou ser), era praticamente "Atanásio contra o mundo".
A escola alexandrina acabou triunfando sobre os arianos, e Ario voltou a ser condenado e excomungado. Na fórmula confessionária da doutrina da Trindade em Nicéia, Jesus Cristo é o "Filho Unigénito de Deus; gerado de seu Pai antes da fundação do mundo, Deus de Deus, Luz de Luz, Verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai".
Posteriormente, a Igreja viria a empregar o termo "proceder" em lugar de "geração" ou "gerado", com o propósito de expressar a subordinação salvífica do Filho ao Pai. O Filho procede do Pai. Um tipo de primazia ainda é atribuída ao Pai com relação ao Filho, mas essa primazia não é cronológica; o Filho sempre existiu como o Verbo. Mesmo assim, o Filho foi "gerado" pelo Pai ou "procedeu" do Pai, e não o Pai do Filho.
Esse "proceder" do Filho em relação ao Pai (já no século VIII, chamada "filiação") é entendido teologicamente como um ato necessário da vontade do Pai, de modo que fique impossível existir o conceito do Filho não provindo do Pai. Daí, a "procedência" do Filho estar eternamente no presente, um ato que perdura, nunca terminando.
O Filho, portanto, é imutável (não sujeito à mudança, Hb 13.8), assim como o Pai é imutável (Ml 3.6). A filiação do Filho, certamente, não é no sentido de ter sido gerada outra pessoa com a sua divina essência, pois o Pai e o Filho são igualmente Deidade e, portanto, da "mesma" natureza indivisível. O Pai e o Filho (com o Espírito) existem juntos em subsistência pessoal (o Filho e o Espírito são pessoalmente distintos do Pai na sua existência eterna).
Em 381, em Constantinopla, os bispos foram convocados pelo Imperador Teodócio, e as declarações da ortodoxia de Nicéia foram reafirmadas. Além disso, houve menção explícita do Espírito Santo em termos de deidade, como o "Senhor e Doador da vida, procedente do Pai e do Filho; o qual, com o Pai e o Filho juntamente é adorado e glorificado; o qual falou pelos profetas".
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